Origem do Nome do Município

Diz a tradição que costumavam os bandeirantes descansar num pouso situado a 27 léguas de São Paulo, às margens do ribeirão Tatuhiby, denominação dada pelos silvícolas, que em tupi-guarani significa tatu-pequeno. Esta região ficara conhecida nos roteiros dos bandeirantes como sertões do Tatuhiby e o pequeno pouso chamava-se rancho do Morro Azul, pela sua proximidade de uma elevação que à distancia tinha matizes azulados.

A origem de LIMEIRA e do seu nome estão diretamente ligados a esse fato e a um acontecimento lendário e consagrado, que todos os relatos invariavelmente situam no ano de 1781 e que passamos a narrar. “Nesse ano, uma caravana que se dirigia aos sertões de Araraquara acampou na margem do Ribeirão Tatu na baixada onde desagua o córrego do Bexiga (hoje canalizado por baixo do Mercado e da fábrica de papelão). Dela fazia parte um franciscano, frei João das Mercês, que ia em missão de cristianizar os gentios. No seu picuá trazia algumas limas, cujo suco diziam ser preventivo de febres malignas.

Contam que durante a noite sentiu-se mal e, contorcendo-se de dores, clamava que as limas que comera estavam envenenadas. Morreu de madrugada e conta a lenda, ali mesmo foi sepultado. Ao lado de uma cruz improvisada foi enterrada também a sacola com as limas restantes, que ninguém se atreveu a comer. Teria brotado aí uma dadivosa limeira, nascida das limas do infortunado frade. Os viajantes continuaram a pousar nesse recanto que passou a ser o RANCHO DA LIMEIRA.