Registro Paroquial de Terras

O Decreto 1.318, de 30 de janeiro de 1854, regulamentou que os donos de propriedades deviam fazer o registro das mesmas, indicando a sua localização, dentro do prazo de dois anos. No município de Limeira foram feitos 257 registros em livro próprio, do qual existe cópia no Arquivo do Estado, em São Paulo. Nome de proprietários, que de alguma forma foram ligados à história de Limeira: Antônio Ferraz de Campos, bairro da Logoa Nova e bairro da Geada; Antônio de Almeida Lima, Fazenda Santo Antônio; Antônio Luiz da Rocha Camargo, bairro da Geada; Antônio Leite de Barros, no bairro Córrego do Meio; Bento Manoel de Barros, Fazenda São Bento; Cândido José da Silva Serra, bairro do Tatu; Francisco José Pires (Chico Pires), Fazenda do Feltal; Francisco Antônio de Souza Queiroz, Fazenda São Jerónimo; Guilherme Whitaker, Inglês chegado em 1830, bairro do Ribeirão do Pinhal; Helnrich Brammer ( do Holstein), já no bairro dos Pires; João José Sampaio, bairro Ribeirão das Arêas; João Leite Barbosa, bairro do Pinhal; alferes Joaquim Franco de Camargo, Fazenda Morro Azul e Fazenda Montevidéo; Joaquim da Silva Diniz, Sítio do Meio; José Ferraz de Campos, bairro do Cascalho, bairro da Água Branca e bairro das Cabeceiras do Ribeirão Cascalho; Manoel Ferraz de Camargo, Fazenda Duas Barras e bairro Morro Azul; Manoel José de Carvalho, bairro do Porto; Odorico Nunes de Oliveira, Sítio do Ribeirão; Olivério Benedito Penedo, bairro dos Pires; Raphael Antônio de Sampaio, bairro do Córrego do Meio; Philadelpho do Amaral Campos, bairro do Tatu; Silvério Rodrigues Jordão, Fazenda Morro Azul; Thomaz da Cunha Bueno, bairro de Salto de Pinhal; e Vergueiro & Cia., Fazenda Ibicaba. Também Reginaldo Antônio de Moraes Salles, tutor dos órfãos José, David e Flamínio Ferreira de Camargo, no bairro do Sítio Velho.

Os bairros, fazendas, sítios e chácaras registradas são: os bairros – das Araras, do Sítio das Araras, dos Lopes, da Geada, do Ribeirão da Geada, da Graminha, do Porto, do Porto de Cima, do Porto de Baixo, do Ribeirão do Porto, do Engenho Velho do Porto, do Pinhal, do Ribeirão do Pinhal, do Pinhal do Meio, do salto do Pinhal, dos Pires, da Boa Esperança, da Lagoa Nova, do Bebedouro, do Ribeirão da Sepultura, do Córrego do Meio, do Córrego Bonito, do Córrego do Barreiro, do Córrego da Barroca Funda, do Mato de Dentro, do Tatú, do Morro Azul, do Monjolinho, do Cascalho, das Cabeceiras do Ribeirão Cascalho, do Sítio Velho, do Sítio do Meio, do Feltal, da Água Branca, Gualabal, do Rio Piracicaba, do Facão, do Ribeirão das Arêas, do Pedro Franco e Retiro; as Fazendas – Santo Antônio, São Bento, São Jerónimo, Morro Azul, Ibicaba, Feltal, Montevidéo, Duas Barras e Retiro; os Sítios – das Palmeiras, do Barreiro, do Funil, do Ribeirão e a Chácara Barroca Funda.

– No início dos anos sessenta, o Município de Limeira estava em franco desenvolvimento. Os antigos engenhos deram lugar aos grandes cafezais. A cultura do café expandia-se cada vez mais, tanto nas grandes propriedades como nas novas fazendas que se abriam.

A Fazenda do Ibicaba, que iniciara essa cultura em 1828 com 6.000 cafeeiros, possuía 1.250.000 pés no ano de 1863. Pertencia agora aos filhos do falecido Senador Vergueiro.

Havia também as culturas do algodão e dos cereais, um considerável aumento na criação de gado de muares e de suínos, e um visível crescimento urbano da vila. Tudo isso levou os limeirenses a almejar a elevação da Vila à categoria de Cidade.

Os Políticos e as pessoa de importância pressionavam o governo da província nesse sentido. Rio Claro já havia passado à dianteira de Limeira quando, em 1857 por influência dos Vergueiros e de seus prestigiosos amigos, elevara-se a cidade. O Senador Vergueiro já havia falecido e coube desta vez ao Barão de Rio Claro, apresentar o projeto.

“Limeira foi elevada à categoria de cidade pela Lei n.º 2, de 18 de abril de 1863”.

 DATA DE EMANCIPAÇÃO: 18 DE ABRIL DE 1863.